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A pressão fiscal não resolve o problema

Embora possa parecer muito simples, ou aumentamos a receita ou cortamos as despesas.

Política e Economia
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Muitos estão falando com preocupação sobre a carga tributária que está chegando para 2019. A preocupação não é sobre o risco financeiro das empresas, mas porque eles estão cientes de que isso não resolve o problema.

O problema reside no déficit orçamental da balança corrente do estado. Em outras palavras, o que você entra todos os meses não é suficiente para cobrir as despesas do mesmo mês. E como você pode imaginar, esse problema é repetido a cada 30 dias, 12 vezes por ano, para bons termos presidenciais.

Este governo, em seu sincericídio econômico, decide não emprestar dívida de longo prazo para pagar as dívidas por cada mês (lógico, dado que não só os juros seriam muito caros, mas também uma solução de folha curta). Mas, em oposição a este sincericídio, também não faz o ajustamento necessário para reverter a situação, que, sem demagogia política, estamos a falar de remover subsídios, demissões de funcionários estatais, restringir eventos livres e limitar o subsídio do déficit das empresas estatais.

Para 2020 Macri tem duas opções para mascarar esta crise: a estratégia  menemista  de endividamento a longo prazo (sim, mais do que já fez, porque o mundo rico precisa financiar o emergente numa crise de globalização muito mais completa do que a nossa), ou uma mais  venezuelana  para nacionalizar renda de empresas privadas. No primeiro, estaríamos a vender o país e na segunda fusão, mas em ambos a consequência seria uma boa previsão eleitoral, que é o que todo político procura.

Silencioso, existem alternativas com finais felizes. O aumento de impostos é o que parece melhor para este governo. Aqueles que já estão no radar AFIP e ARBA não terão escolha senão pagar, e em uma conturbada América Latina não é como na Europa que as empresas montem acampamento e se movem para o leste com mão de obra barata.

Uma alternativa menos demagógica e menos prática seria ir para 40% da economia que não está registada para aumentar a base tributável e não ser mais alguns que pagam as despesas de muitos.

E sim, embora possa parecer muito simples, ou aumentamos a receita ou cortamos despesas, mas tanto para um lado quanto para o outro há limites.

Macri pode passar mais um ano com alta pressão fiscal, ainda mais dois, mas, eventualmente, isso não vai resistir e vamos cair em uma nova crise. E de volta ao rezongar por não pensar no longo prazo.

Data de publicação: 05/02/2019

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