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A cor na arquitetura

A cor não é uma maquiagem, mas um estudo das interconexões de volumes e sensações que estes geram.

Cambalache

A cor é o elemento mais importante da estética, mas a estética não é a única coisa importante para a arquitetura. Compartilhe o pódio com funcionalidade, atenda às necessidades sociais e outros.

Enquanto quando falamos de cores, elas soam como um velho conhecido, um arquiteto está convencido de que é impossível conhecer toda a paleta possível; quanto mais completa e detalhada a combinação entre elas, mais chances de resultados são obtidas. Embora pareça denso e quase irrelevante, as diferenças entre o mesmo intervalo, quando o aplicativo de cores inclui uma mudança de escala, ou quanto maior for, mais valiosa será essa diferença de tons. Um exemplo é o céu: uma boa tempestade com tons de cinza, ou um pôr do sol com rosa/laranja, são os que tornarão o olho mais atraente. O gargalo de cor em grandes dimensões e o exemplo tomado, é um dia diáfano, com um azul céu uniforme, onde a sensação não é de impacto, mas de imensidão ou perfeição.

Os tons

Tudo isso trazido à arquitetura, é analisado a partir das mudanças nas tonalidades que possui por material, como concreto, com sua faixa cinza proporcionando porosidade e uma textura interessante. Quanto maior a escala, maior a complexidade e mais estudada deve ser a relação entre as cores, devido à capacidade de análise e estudo que o olho humano possui. Não é uma lei. Uma peça mínima pode ser tão complexa quanto pequena, mas terá mais margem de erro devido ao campo de percepção do olho, o que é mais confortável para analisar uma peça grande.

A cor pode e deve ser usada na arquitetura como volumetries, e não por rostos. Não é uma maquilaje, mas um estudo das interconexões de volumes e sensações que estes geram. Tanto a cor como a ausência de cor (ver obras de Mies Van der Rohe, Álvaro Siza, Aires Mateus) são pensadas e intencionais, sendo o complemento de uma volumetria procurada; um sentimento gerado. Mas nunca aplicado a um material com sua própria identidade, invadindo suas características. A cor deve ser considerada como um material em si mesmo, quando é intencional e respeitado, em um material já aplicado.

Isto é tudo uma análise. A estética é subjetiva.

Data de publicação: 06/09/2018

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